terça-feira, 6 de agosto de 2013

Crônica e outros...

Olá, pessoal. Aqui estão as atividades desenvolvidas também em sala de aula.    

   Crônica e outros ...
Originalmente a crônica limitava-se a relatos verídicos e nobres, pois tratava-se da compilação de fatos históricos, apresentados segundo a ordem de sucessão no tempo, como o dia-a-dia da corte, as histórias, os reis, seus atos, etc.. Atualmente também abrange o noticiário social e mundano. Conforme a esfera social que retrata, recebe o nome de crônica literária, policial, esportiva, política, jornalística, etc.
Quanto ao estilo, geralmente é um texto curto, breve, simples, de interlocução direta com o leitor, com marcas bem típicas da oralidade. Quando predominantemente narrativa, possui trama, quase sempre pouco definida, sem conflitos densos, personagens de pouca densidade psicológica, o que a diferencia do conto. Os motivos, na maior parte, extraem do cotidiano imediato. Além do tipo narrativo, também pode ser do tipo argumentativo ou expositivo, como textos de opinião sobre temas diversos de diversas áreas.
Há um meio certo de começar a crônica: por uma trivialidade do cotidiano. Dizer: Que calor! Que desenfreado calor! Fazer algumas observações acerca do sol e da lua, outras sobre a febre amarela; mandam-se um suspiro a Petrópolis, etc. Pronto, está começada a crônica.
 “A crônica é algo para ser lido enquanto se toma o café da manhã, pois ela busca o pitoresco ou o irrisório no cotidiano de cada um. É o fato miúdo: a notícia em que ninguém prestou atenção, o acontecimento insignificante, a cena corriqueira. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nessa perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança, num incidente doméstico, torno-me simples espectador”.
Fernando Sabino. Trecho presente em COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica: 2008.
A crônica é um texto narrativo que:
§  É, em geral, curto;
§  Trata de problemas do cotidiano; assuntos comuns, do dia a dia;
§  Traz as pessoas comuns como personagens, sem nome ou com nomes genéricos.
§  As personagens não têm aprofundamento psicológico; são apresentadas em traços rápidos;
§  É organizado em torno de um único núcleo, um único problema;
§  Tem como objetivo envolver, emocionar o leitor.
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Ironia -  consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa



O povo

“Não posso deixar de concordar com tudo que dizem do povo. È uma decisão impopular, eu sei, mas o que fazer? É a hora da verdade. O povo que me perdoe, mas ele merece tudo que se tem dito dele. E muito mais.
As opiniões recentemente emitidas sobre o povo até foram tolerantes. Disseram, por exemplo, que o povo se comporta mal em gerais. Disseram que o povo é corrupto. Por um natural escrúpulo não quiseram ir mais longe. Pois eu não tenho escrúpulo.
O povo se comporta mal em toda parte, não apenas no futebol. O povo tem péssimas maneiras. O povo se veste mal. Não raro, cheira mal também. O povo faz xixi e cocô na escala industrial. Se não houvesse povo, não teríamos o problema ecológico. O povo não sabe comer. O povo tem um gosto deplorável. O povo é insensível. O povo é vulgar.
A chamada explosão demográfica é culpa exclusivamente do povo. O povo se reproduz numa proporção verdadeiramente suicida. O povo é promíscuo e sem-vergonha. A superpopulação nos grandes centros se deve ao povo. As lamentáveis favelas que tanto prejudicam nossa paisagem urbana foram inventadas pelo povo, que as mantêm contra os preceitos da higiene e da estética.
Responda sem meias-palavras: haveria os problemas de trânsito se não fosse pelo povo? O povo é um estorvo.
É notória a incapacidade política do povo. O povo não sabe votar. Quando vota, invariavelmente vota em candidatos populares que justamente por agradarem o povo, não podem ser boa coisa.
O povo é pouco saudável. Há sabidamente, 95 por cento mais cáries dentárias entre o povo. O índice de morte por má nutrição entre o povo é assustador. O povo não se cuida. Estão sempre sendo atrelados. Isto quando não se matam entre si. O banditismo campeia entre o povo. O povo é ladrão. O povo é viciado. O povo é doido. O povo é imprevisível. O povo é um perigo
O povo não tem a mínima cultura. Muitos nem sabem ler ou escrever! O povo não viaja não se interessa por boa música ou literatura, não vai a museus. O povo não gosta de trabalho criativo, prefere empregos ignóbeis e aviltantes. Isto quando trabalha, pois há os que preferem o ócio contemplativo, embaixo de pontes. Se não fosse o povo nossa economia funcionaria como máquina. Todo mundo seria mais feliz sem o povo. O povo é deprimente. O povo deveria ser eliminado”.
Luis Fernando Veríssimo

Responder:
1. Na organização do texto, pode-se perceber que há uma oposição básica: povo versus elite. Quais são as ideias que se opõem em relação a esses dois polos, respectivamente?
2. Identifique no texto trechos em que culpam o povo:
a. pelos problemas de trânsito.
b. pela explosão demográfica.
c. pelas eleições mal sucedidas
3. Frases convencionais, cristalizadas, tais como “o povo não sabe votar” que passam a ser tomadas como “verdades” são responsáveis pela manutenção da ideologia dominante.
Você concorda com essa afirmação? Justifique sua resposta.
4. O autor usa em seu texto, a estratégia do dizer – ironia - que consiste em dizer uma coisa para que se entenda outra. Portanto, quando o autor critica o povo, na verdade, quem ele está criticando?
5. A estratégia usada pelo autor possibilita que se estabeleça um jogo de imagens: o interlocutor pensa que ele é alguém que na verdade ele não é. Explique essa afirmação.
6. Esse jogo de imagens criado pelo autor estabelece no texto a ironia. Comente.
7. Retire uma passagem do texto que comprove dizer que na verdade, o fator econômico determina os hábitos do povo.
8. De acordo com a ideologia da classe dominante, o homem do povo é uma vítima do sistema, ou um ser “inferior de nascença”?



Charge
Charge é um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas. A palavra é de origem francesa e significa carga, ou seja, exagera traços do caráter de alguém ou de algo para torná-lo burlesco. Muito utilizadas em críticas políticas no Brasil. Apesar de ser confundido com cartoon (ou cartum), que é uma palavra de origem inglesa, é considerado como algo totalmente diferente, pois ao contrário da charge, que sempre é uma crítica contundente, o cartoon retrata situações mais corriqueiras do dia-a-dia da sociedade. Mais do que um simples desenho, a charge é uma crítica político-social onde o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas através do humor e da sátira. Para entender uma charge não precisa ser necessariamente uma pessoa culta, basta estar por dentro do que acontece ao seu redor. A charge tem um alcance maior do que um editorial, por exemplo, por isso a charge, como desenho crítico, é temida pelos poderosos. Não é à toa que quando se estabelece censura em algum país, a charge é o primeiro alvo dos censores.



            Nesta charge, fica evidente a crítica acerca da irrelevância que questões sérias assumem diante do clima da Copa do Mundo. Todas as atenções estão voltadas para motivos da Copa. Já a fome, a pobreza e a miséria são questões colocadas à margem dos interesses dos brasileiros. Isso revela total descaso com a camada desprivilegiada social, cultural e economicamente. Tal crítica é revelada pelos quadrinhos quando o pintor, na parede, pinta a bandeira do Brasil. Não se importando ou não fazendo questão de observar o mendigo pedindo esmola, o pintor acaba pintando o miserável como se este fosse a continuação da parede: nada naquele momento seria mais importante que torcer e idolatrar a seleção brasileira de futebol.    
            Seguindo o exemplo de cima, escreva sobre a charge abaixo:



Responda:
a)      Para que servem as charges?
b)      Onde encontramos esse gênero textual?
c)      Quais as características desse texto?
d)     Quais os fatos retratados em cada uma delas?
e)      Que conhecimentos você utilizou para responder a questão d?   


Artigo de opinião   
O artigo de opinião, como o próprio nome já diz, é um texto em que o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e de interesse de muitos. É um texto dissertativo que apresenta argumentos sobre o assunto abordado, portanto, o escritor além de expor seu ponto de vista, deve sustentá-lo através de informações coerentes e admissíveis. Logo, as ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e, por este motivo, o mesmo deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados, além de assinar o texto no final. Contudo, em vestibulares, a assinatura é desnecessária, uma vez que pode identificar a autoria e desclassificar o candidato. É muito comum artigos de opinião em jornais e revistas. Portanto, se você quiser aprofundar mais seus conhecimentos a respeito desse tipo de produção textual, é só procurá-lo nestes tipos de canais informativos. A leitura é breve e simples, pois são textos pequenos e a linguagem não é intelectualizada, uma vez que a intenção é atingir todo tipo de leitor. Uma característica muito peculiar deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do emissor de convencer o destinatário, neste caso, o leitor, a adotar a opinião apresentada. Por este motivo, é comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas. Como dito anteriormente, a linguagem é objetiva e aparecem repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável ao enfoque do autor. Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias. Geralmente, é escrito em primeira pessoa, já que trata-se de um texto com marcas pessoais e, portanto, com indícios claros de subjetividade, porém, pode surgir em terceira pessoa.   

Vamos praticar?

Pense num assunto sobre o qual você poderia emitir a sua opinião. Produza um Artigo, seguindo as características acima. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Canção do Professor Exilado



Canção do Professor Exilado
             “Minha terra tem palmeiras
              Onde canta o sabiá ...”
                        Gonçalves Dias

          Minha escola tem escadas,
          Por onde sobem/descem os alunos.
          Os seres, que aqui fora aprendem,
          Não aprendem como lá.

     Minha escola tem colegas,
     Seguindo passos paralelos.
     Os sonhos de outros professores,
     Não se realizam como lá.

          Minha escola tem trabalhadores,
          Críticos literários do futuro.
          As tarefas de tantas outras,
          Desaparecem no pátio de lá.

     Devo chorar para sempre,
     A mesma atrapalhada canção,
     Para suplantar o barulho,
     Que me invade o coração.

          Da minha escola tenho mais a falar:
          Cores e sons, canto e rebeldia.
          É melhor fechar a boca,
         Antes que proíbam os meus cantares.

     Hoje, a história se complica,
     Movimento e inércia se misturam.
     Mesmo assim, não permita, Deus,

     Que eu me aposente, sem que volte para lá...

domingo, 30 de junho de 2013

Um pensamento...

É o que somos: uma enorme lousa mal apagada...

A Lousa
                                      Conceição A . Giacomini Soares

                   Um pedaço de um material qualquer,
                   estendido na parede fria, a lousa.
                   Moldura de uma ex-árvore,
                   que se entregou às mãos da serra.

                   Tantas palavras aí expostas, apagadas.
                   A poluição colorida no pó das narinas;
                   absorvem sílabas dissolvidas, sem contexto,
                   no interior de um corpo físico, sem texto.

                   Um apagador viciado, insensível,
                   extirpa do pobre corpo inerte o sentido.
                   O giz, este compacto de vocábulos,
                   Ganha vida nas mãos do ser humano,

                   Seria tão fácil nos livrar dos erros,
                   transformando-os em poeiras,
que se deixam levar por uma  brisa fria.

                   Ao antigo lugar, não mais retornam.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A Fé e a Fome

Bom, pessoal, para iniciarmos o ano letivo, aqui está um poema para se pensar.

                                          Óleo sobre tela do artista plástico Adilson A.Soares


A Fé e a Fome
                                               Conceição A. Giacomini Soares

No meio deste lamaçal indefeso,
Entrego-me ao meu tudo e meu nada.
Não tenho começo ou fim,
Tenho fé no sol e fome de paz.

Creio no som do canto do sabiá,
Que invade minha janela.
Uma balada tranqüila, firme;
Ele tem me dado o motivo.

Tem movido meu mundo insano,
Para que as montanhas dos pecados,
Sejam removidas ou ignoradas,
Surgindo assim a luz e o sorriso.

Amplio meu horizonte pela margem,
Deste meu rio sem enchente;
Desta árvore sem copa,
Neste pântano sem seres.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Pequeno Príncipe, de autoria de Antoine de Saint- Exupéry



Um livro encantador. Hoje, eu escolhi o trecho em que o Príncipe conversa com a Raposa e assim se processa o significado da palavra "cativar". 
Diálogo entre a raposa e o pequeno príncipe

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia –disse a raposa.
- Bom dia –respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui –disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? –perguntou o principezinho. –Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa –disse a raposa.
- Vem brincar comigo –propôs ele. –Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo –disse a raposa. –Não me cativaram ainda.
- Ah ! desculpa –disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui –disse a raposa. –Que procuras?
- Procuro os homens –disse o pequeno príncipe. –Que quer dizer “cativar”?
- Os homens –disse a raposa –têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não –disse o príncipe. –Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É algo quase sempre esquecido –disse a raposa. –Significa “criar laços”...
- Criar laços?
- Exatamente –disse a raposa. –Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender –disse o pequeno príncipe. –Existe uma flora... eu creio que ela me cativou...
- É possível –disse a raposa. –Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! Não foi na Terra –disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito –suspirou a raposa.
Mas a raposa retornou o seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! –disse ela.
- Eu até gostaria –disse o principezinho –, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou –disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
–Que é preciso fazer? –perguntou o pequeno príncipe.
–É preciso ser paciente –respondeu a raposa. –Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...
No dia seguinte o príncipe voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora –disse a raposa. –Se tu vens, por exemplo, às quatros da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mas eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
–Que é um “ritual”? –perguntou o principezinho.
–É uma coisa muita esquecida também –disse a raposa. –É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua –disse o principezinho. –Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis –disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! –disse ele.
- Vou –disse a raposa.
- Então, não terás ganho nada!
- Terei, sim –disse a raposa –por causa da cor do trigo. Depois ela acrescentou:
- Se tu vens, por exemplo, às quatros da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz!
(Trecho do livro O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry)

E, para ilustrar a minha colaboração de hoje, um vídeo. Espero que gostem.


domingo, 17 de junho de 2012